Os desafios do apoio domiciliário na Europa comparado com Portugal incluem a insuficiência e qualificação dos profissionais, o envelhecimento demográfico acelerado (particularmente agudo em países como Portugal e Itália) e a necessidade de harmonização de sistemas e financiamento. Portugal enfrenta desafios adicionais devido à magnitude do envelhecimento, baixa remuneração dos cuidadores e à disparidade entre os apoios sociais disponíveis e as necessidades reais, que exigem uma adaptação da oferta de serviços para responder a um aumento crescente da procura.
Desafios comuns na Europa e em Portugal
Força de trabalho insuficiente e desqualificada: A escassez de cuidadores qualificados é um problema generalizado. É um desafio atingir a qualidade e a quantidade de serviços necessárias sem uma força de trabalho profissional que seja em número suficiente e competentes.
Envelhecimento demográfico: Muitos países europeus, especialmente Portugal e Itália, enfrentam um envelhecimento da população, com um número crescente de idosos e um número decrescente de jovens, o que aumenta a pressão sobre os sistemas de saúde e de apoio.
Desafios específicos em Portugal
Impacto do envelhecimento demográfico: Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa, com uma taxa de envelhecimento de 192,4 idosos por cada 100 jovens em 2024, o que exige uma rápida adaptação do serviço de apoio domiciliário para responder a um aumento significativo da procura.
Baixa remuneração: Os baixos salários pagos aos cuidadores, como os cerca de €460 por mês de salário mínimo para cuidador de idosos, podem desmotivar os profissionais e dificultar a atração e retenção de mão de obra qualificada.
Desajuste entre apoios e necessidades: Embora existam apoios sociais, como a pensão social ou o complemento solidário para idosos, podem não ser suficientes para cobrir os custos e as necessidades de uma população envelhecida, limitando o acesso a cuidados de qualidade.
Necessidade de inovação: Portugal precisa de inovar nos serviços de apoio domiciliário para garantir a quantidade e a qualidade da assistência, o que pode incluir a melhoria da qualificação dos profissionais e a adequação dos serviços às necessidades da população idosa.

